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Análise | Devil May Cry 5: Special Edition cumpre tabela na nova geração

Lançado pela Capcom no início de 2019, Devil May Cry 5 é um dos melhores jogos do gênero hack’n slash já feitos na história. Com jogabilidade inteligente e intensa, personagens marcantes e bom enredo, não é difícil passar horas e horas matando inúmeras hordas de demônios dos mais diversos jeitos.

Surfando na onda desse sucesso e tentando pegar carona no lançamento da nova geração de videogames, a Capcom preparou um surpresinha para os fãs e trouxe uma versão mais completa do game, com algumas adições que justificam sua compra — principalmente para os novos donos de Xbox Series X e S e PlayStation 5. Sendo assim, tão logo os videogames chegaram ao mercado, também veio Devil May Cry 5: Special Edition.

O que devemos observar ao falar desta nova versão de DMC 5? De início, é necessário explicar que trata-se do mesmo jogo lançado há mais de um ano. São exatamente as mesmas missões, sem nada a acrescentar. O que muda, porém, é que desta vez podemos jogar com um icônico nome da franquia: Vergil, irmão de Dante.


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Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

Com isso, a maior virtude de DMC 5 Special Edition torna-se, também, seu maior pecado. Por mais que seja muito divertido jogar com Vergil, provavelmente os fãs de longa data da franquia esperasse missões feitas especialmente para ele e não uma mera adaptação do que já existe para ser jogado com Nero, Dante e V.

Pelo menos está mais bonito

Antes de nos aprofundarmos no conteúdo de Devil May Cry 5: Special Edition, vamos falar do que mais chamou a atenção das pessoas quando o game chegou: as melhorias para a nova geração. A Capcom prometeu melhorias de desempenho e gráficos ainda melhores, em um jogo reconhecidamente bonito e bem feito. Missão cumprida.

Quando jogamos no Xbox Series X, existem quatro possibilidades técnicas: modo padrão, que deixa o game em 4K/60FPS; Ray Tracing + Resolução, que traz o jogo para uma resolução 4K com Ray Tracing e taxa de quadros variável; Ray Tracing + Desempenho, que mantém as melhorias de iluminação, mas reduz a resolução para 1080p para que o game atinja os 60FPS; e, por fim, o Modo desempenho, feito para telas que suportam os 120FPS.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

O jogo no Xbox Series X surpreende positivamente. Mesmo com o Ray Tracing ligado e a resolução em 4K, o jogo consegue se manter com altas taxas de quadros a maior parte do tempo, com pouquíssimas quedas. Quando utilizamos DMC 5 Special Edition no Xbox Series S, ainda mais surpresas; no videogame mais acessível da Microsoft, o jogo se mantém com 60FPS a todo momento, mas com resolução de 1440p. Há, também, a possibilidade de jogá-lo a 120FPS, caso sua tela lhe permita isso.

É possível ver pelas imagens que o trabalho feito pela Capcom no visual desse jogo está deslumbrante, sobretudo nos momentos em que percebemos que há a real ação do Ray Tracing, com feixes de luz, poças d’água e espelhos. O contraste também é bem melhorado, e não apenas pelo RT, mas também pelo Auto HDR presente nos consoles da Microsoft.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

E para quem é fã da franquia e quer uma boa diversão por aqui, nada de engasgos. Tudo roda perfeitamente e a ação é muito dinâmica, já que, além das altas taxas de quadros, os tempos de carregamento são extremamente rápidos, como era de se esperar para um jogo otimizado para os novos consoles.

Apelação demoníaca

Por mais que as adições de conteúdo de Devil May Cry 5 Special Edition sejam poucas, não dá para dizer que são chatas — pelo contrário. O fã da franquia não vai encontrar novas missões, mas poderá executá-las com o personagem mais apelão de toda a série: Vergil. Mesmo sem mudanças significativas de enredo, repassar pelas fases com ele traz um novo sabor ao jogo.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

Enfrentar as hordas de demônios com Vergil requer uma curva de aprendizado respeitável, pois o guerreiro é munido de três tipos de armas e golpes especiais bem interessantes e diferentes. Os golpes tradicionais são desferidos com sua espada, a Yamato, e outra arma branca chamada Mirage Edge. Se você não quiser usar armas, dá para ir para a porrada com socos e chutes por meio das luvas Beowulf. Os golpes à distância, por sua vez, são executados com as Lâminas Ilusórias.

 

Há, também, os golpes que fazem uso do Poder Demoníaco. No caso de Vergil, você pode criar uma sombra que duplica seus movimentos e, também, assumir uma forma evoluída do guerreiro, que pode ser utilizada em momentos de perigo extremo. Tudo isso, claro, fazendo uso da Barra de PD. Em DMC 5 Special Edition, Vergil também é capaz de executar o “Mundo do V”, um ataque devastador que atinge boa parte da tela.

Todas as armas e talentos de Vergil, tal qual já acontece com os demais personagens, podem ser aperfeiçoadas com os Orbes Vermelhos, que são colhidos no decorrer da aventura. Gaste-os com sabedoria, sobretudo se você estiver jogando em dificuldades mais elevadas, pois eles podem ser necessários, também, para te reviver.

Poderia ter tido mais conteúdo

O grande pecado em Devil May Cry 5: Special Edition é a falta de mais conteúdo ou missões novas. A Capcom poderia ter aproveitado a deixa com a chegada de Vergil para acrescentar um enredo e missões específicas para ele. Um exemplo de como isso, por vezes, parece estranho, é quando usamos o Vilão para fases pensadas para V, que notadamente não tem as mesmas habilidades que ele.

 

O jogo nos força a experimentar todos os protagonistas e utilizar Vergil por todas as fases as torna mais fácil, em dados momentos, apesar de que é possível aumentar o nível do desafio a dificuldades extremas, como o novo modo Lendário Cavaleiro das Trevas, que faz com que, além de ser bem mais puxado, o jogo fique lotado de inimigos. Por um lado, isso pode te ajudar com as conquistas e troféus, mas, será bem estressante.

Veredicto

Devil May Cry 5 é um jogo incrível e quase sem resistência por parte de jogadores e crítica. As horas de diversão são garantidas e dá muita vontade mesmo de fechá-lo mais e mais vezes, explorando todas as suas dificuldades. Mas, para um lançamento que se propôs a inaugurar uma nova geração de consoles, Devil May Cry 5: Special Edition falha em não trazer mais conteúdo, que seria muito bem-vindo.

Atuar com Vergil é espetacular e as melhorias visuais são perceptíveis, mas um modo de missões específicas para o vilão jogável viria bem a calhar. No entanto, se você nunca jogou DMC 5, já comece por sua versão especial, ainda mais se você possuir um Xbox Series X e S ou PlayStation 5.

Devil May Cry 5: Special Edition está disponível para Xbox Series X e S, Xbox One, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC. No Canaltech, o jogo foi analisado no Xbox Series X e S com cópia cedida pela Capcom.

Leia a matéria no Canaltech.

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