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AMD vai usar processadores EPYC em pesquisas sobre o coronavírus

Em abril, a AMD anunciou os processadores da linha EPYC, a mais robusta oferta de CPUs para servidores já criada pela companhia. E enquanto o mercado corporativo começa a adotar tal solução em seus data centers, a fabricante está anunciando o uso do altíssimo poder computacional dos novos chips para auxiliar em pesquisas sobre o novo coronavírus em parceria com universidades americanas que trabalham em tratamentos e na cura da COVID-19.

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A parceria também envolve a Penguin Computing, companhia especializada no mercado de computadores de alto desempenho usados para aplicações de inteligência artificial e computação na nuvem, entre outros. Juntas, ela e a AMD fornecerão supercomputadores com processadores EPYC para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), para a Universidade de Nova York e a Universidade Rice, em Houston. As máquinas serão usadas para mapeamento do genoma do SARS-CoV-2 e criação de modelos de transmissão do vírus, assim como no desenvolvimento de vacinas para a doença causada por ele.

O supercomputador tem nodes Gigabyte G291-Z20, que trabalham com processadores EPYC 7642 e oito aceleradores Radeon Instinct MI50. Além disso, nodes de gerenciamento R182-Z91 da Gigabyte também fazem parte da máquina, operando com processadores AMD EPYC 7302, em uma dupla com 16 núcleos de processamento cada um. Além disso, os pesquisadores contam com sistemas de computação remota da própria Penguin, também com CPUs de alta performance da fabricante.


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Além das pesquisas em andamento, a Universidade de Nova York disse que vai usar a arquitetura para estudar possíveis mutações do coronavírus, de forma que eventuais futuras pandemias possam ser evitadas ou não tenham tanto impacto. Além disso, a instituição deve utilizar os supercomputadores em estudos sociais, focados na recepção política da pandemia e como a crise econômica causada por ela deve influenciar nas urnas.

Outra inovação interessante deve vir da Universidade Rice, que pretende aplicar modelos de inteligência artificial para entender quais medicamentos são mais eficazes contra COVID-19 e, também, elencar pacientes mais adequados para testes com remédios e vacinas. O MIT une os computadores com EPYC à sua infraestrutura atual, citando uma aceleração dos estudos atuais e uma redução no tempo necessário para desenvolvimento de projetos futuros ligados a temas de saúde, um segmento em que o tempo sempre é uma questão complexa.

De acordo com a AMD, a doação dos supercomputadores e a aplicação da novíssima arquitetura às pesquisas médicas faz parte de um comprometimento com a saúde pública e o combate ao coronavírus. A empresa também fez doações de US$ 15 milhões para projetos de pesquisa e desenvolvimento de tratamentos e vacinas, além de prestar suporte tecnológico gratuito a centros de estudos e atendimento a contaminados.

Leia a matéria no Canaltech.

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