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Ação da BRF chega a saltar 14%, mas depois ameniza, após rumor de que JBS avalia contra-ataque a Marfrig

As ações da companhia de alimentos BRF ([ativo=BRFS3) chegaram a saltar 14,35% no início dos negócios na B3 nesta sexta-feira. O movimento ocorreu após notícia do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que a rival JBS ([ativo=JBSS3]) estuda um contra-ataque à Marfrig (MRFG3) para supostamente avançar sobre o controle da dona das marcas Sadia e Perdigão.

Contudo, às 10h40 (horário de Brasília), os ganhos eram menos expressivos, de 3,18%, a R$ 28,84.

Confira o movimento das ações no gráfico abaixo: 

Procurada pela Reuters, a JBS disse que não comenta especulações de mercado.

O movimento da JBS, maior produtora global de carnes, ocorreria depois de a Marfrig ter se tornado recentemente a maior acionista individual da BRF, num movimento que surpreendeu o mercado.

Nas últimas semanas, a Marfrig realizou diversas operações de aquisições de ativos da BRF através de opções e da compra em leilões realizados em Bolsa. No agregado, a participação da produtora de carne bovina no capital da companhia pode chegar a 31,66%. Isso colocaria a empresa perto dos limites estabelecidos no estatuto da BRF para acionistas minoritários. Veja mais clicando aqui.  

Se as opções forem integralmente exercidas pela Marfrig, a empresa passará a deter até 257.267.671 de papéis da produtora de alimentos. Isso não só consolidaria a Marfrig como a maior acionista da BRF como a aproximaria da cláusula de “poison pill” da companhia.

O “poison pill”, incluído no estatuto social da BRF, determina que qualquer acionista que se torne titular de 33,33% das ações da empresa terá de divulgar este fato e lançar, em até 30 dias contados a partir da aquisição mais recente, uma oferta pública de aquisição (OPA) para todos os demais acionistas.

Leia também: Quanto faturam e quais marcas têm BRF, JBS, Marfrig e Minerva? Quadro compara frigoríficos e explica preferências dos analistas

O preço da OPA embutiria um prêmio de 40% sobre a média de preço das ações da BRF nos 120 dias anteriores e também nos 30 dias anteriores.

Entretanto, a Marfrig informou que as compras têm o objetivo de diversificar seus investimentos no setor de proteína, e que não pretende alterar o controle ou a estrutura administrativa da BRF. Além disso, a empresa controlada por Marcos Molina disse que não busca eleger membros para a administração da empresa ou influenciar em suas atividades.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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