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A conta vai para o chefe

O emprego de presidente da República tem delícias, tanto que o ocupante da cadeira costuma fazer de tudo para continuar. Mas com os bônus vêm também os ônus. Um é ter de decidir nas situações mais complexas, quando o risco de errar é mais alto e as consequências, potencialmente mais sérias.

O governo vem atravessando a pandemia porque gastou. E gastou para valer. Agora precisa pousar o avião com o mínimo de solavancos. Não pode nem pensar em precisar de um pouso forçado. Se isso acontecer, o prestígio do piloto poderia ir para o beleléu bem quando ele está concentrado na renovação do contrato.

O problema? Não há por enquanto equação visível que combine 1) muito mais verba para “o social”, 2) não aumentar a carga de impostos, 3) não cortar na carne do serviço público, 4) respeitar o draconiano teto de gastos e, last but not least, 5) proteger a saúde política do presidente.

O retrato disso está no noticiário (leia). Uma tentação: enrolar o eleitor até a eleição com promessas e palavras bonitas, e só dar a real depois da urna. Sempre muito arriscado. Os políticos elegem seus candidatos nos municípios e quem paga a conta depois é o chefe.

*Analista político da FSB Comunicação

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