segunda-feira, novembro 30

5G deve chegar a 1 bilhão de pessoas já em 2020

A fabricante sueca Ericsson divulgou um relatório com as perspectivas para adoção do 5G, destacando que a nova tecnologia alcançará uma cobertura de um bilhão de pessoas já neste ano. A especialista em infraestrutura de telecomunicações divulgou ainda uma estimativa de 220 milhões de assinantes da quinta geração, número que deve chegar a 3,5 bilhões em 2026.

Nos próximos seis anos, o 4G/LTE deve continuar como a principal conexão de dados móveis ao redor do mundo. A quarta geração respondeu por cerca de 57% das conexões de dados no terceiro trimestre deste ano e, segundo a gigante sueca, deve alcançar um pico de usuários em 2021, com 4,8 bilhões de assinantes, caindo para 3,9 bi em 2026.

4G deve continuar como a tecnologia móvel mais usada, mas 5G crescerá rápido (Imagem: divulgação/Ericsson)

A pandemia da COVID-19 levou a Ericsson a rever para baixo suas estimativas de acessos móveis, com uma previsão de 8,8 bilhões de assinantes em 2026. Deste total, 3,5 bilhões utilizarão conexões 5G.


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As previsões da companhia sueca apontam ainda que a velocidade de adoção do 5G será ainda maior que a do 4G. Entre os fatores apontados para a popularização acelerada estão o forte investimento da China na nova geração, além da pronta adoção por operadoras e fabricantes de aparelhos.

Adoção do 5G deixa o 4G para trás (Imagem: divulgação/Ericsson)

Mesmo com a rápida adoção inicial dos chineses e sul-coreanos, o 5G deve ganhar força mais rapidamente nos países da Europa ocidental e Estados Unidos nos próximos anos. Enquanto a tecnologia deve responder por 66% dos acessos no nordeste asiático em 2026, a participação das redes de nova geração deve ser de 68% nos países europeus e de 80% na América do Norte, segundo o relatório.

Para a América Latina, o 5G deve tomar espaço principalmente das conexões de segunda e terceira geração, alcançando 26% dos acessos em 2026. Até lá, o 4G/LTE deve perder apenas três pontos percentuais dos 59% de participação previstos para 2020.

Apesar do 5G não responder pela maior parte dos acessos em 2026, o estudo prevê que o tráfego da nova tecnologia responderá pela maioria dos dados móveis no planeta. As velocidades mais altas da quinta geração resultarão em um volume de tráfego de 54% para o 5G daqui a seis anos.

Dados trafegados em 5G devem ultrapassar o volume das redes antigas em 2026 (Imagem: divulgação/Ericsson)

Mais gamers em celulares do que em consoles

Entre os outros usos da nova geração identificados pela Ericsson estão os games online e na nuvem. Os tempos de resposta mais curtos do 5G devem viabilizar os novos serviços de streaming de jogos — Microsoft Xbox Game Streaming, Google Stadia, Amazon Luna, Playstation Now, Nvidia GeForce Now, etc —, com a promessa de gráficos equivalentes aos dos consoles ou PCs direto no celular.

Apesar de ainda encontrar preconceito no ocidente, o mercado de jogos no celular deve responder por 50% do faturamento global do setor em 2020, com mais de 2,4 bilhões de jogadores ao redor do planeta. O volume é maior do que o encontrado nos consoles, e é puxado principalmente pelo continente asiático.

Outros mercados potenciais para o 5G frequentemente citados — IoT e FWA — também estão presentes no relatório da Ericsson. O primeiro, da chamada “internet das coisas”, deve ganhar mercado principalmente em usos industriais e aplicações críticas, sem necessariamente utilizar as redes públicas das operadoras.

Já o FWA — acesso fixo sem-fio, em tradução direta da sigla em inglês — deve ganhar espaço como alternativa à banda larga fixa tradicional (cabo ou fibra óptica), especialmente em regiões com menor concentração de pessoas, onde a instalação dos cabos pode não trazer o retorno esperado pelas operadoras. A tecnologia foi escolhida pela TIM para estrear sua rede 5G no Brasil, permitindo que o assinante instale a conexão sem aguardar a visita de um técnico.

O relatório completo da Ericsson pode ser baixado em formato PDF clicando neste link.

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